Todos nós alvinegros fanáticos, frequentadores assíduos dos jogos do Glorioso, seja no Engenhão, no Maraca, em Xerém pelos juniores e por aí vai, abrimos este espaço para textos variados sobre nossas visões, sentimentos, opiniões e tudo que cerca o Botafogo. Aqui não há uma corrente política pré-determinada, não há opinião combinada, não haverá regras. Cada um falará o que bem entender sobre o Botafogo de Futebol e Regatas, do jeito que quiser.
Em 1994, quando me mudei do interior de Minas para o Rio, meu pai - cruzeirense e vascaíno na época - me perguntou por qual time eu torceria no Rio e eu não tive dúvidas. Lembrei dos filmes do Canal 100 que via em Araxá com o Garrincha entortando tudo o que via pela frente, aquele escudo majestoso com a estrela solitária que jamais havia saído de minha cabeça, tudo que meus amigos Gabriel e Lucas - mineiros botafoguenses - me falaram sobre o Botafogo também, e falei com a maior convicção e consciência que um moleque de 7 anos poderia falar: Serei Botafoguense. No ano seguinte fomos campeões brasileiros. Túlio Maravilha era um deus vivo para mim. Tempos depois viríamos a ganhar do Juventus pela Teresa Herrera, usando a camisa do La Coruña.(vale o adendo de que no meio do jogo faltou luz aqui no Rio, tornando tudo ainda mais sofrido).
Eu tinha começado a vida alvinegra achando que seria fácil, não preciso dizer que não levou muito tempo até descobrir o contrário...E também reafirmar minha sábia decisão. Não há nada mais único do que ser, estar, sentir o preto e branco pulsando em suas veias. Se sentir, ultimamente, como um dos 300 de Esparta ao ir no Maracanã contra a Mulambada e perceber que 5 mil dos nossos cantam mais alto do que os 50 mil do rival da Gávea. Ver a entrega de cada torcedor fanático do Botafogo é uma honra, e como disse Nelson Rodrigues: ''Todos os torcedores de futebol se parecem entre si como soldadinhos de chumbo. Têm o mesmo comportamento e xingam, com a mesma exuberância e os mesmos nomes feios, o juiz, os bandeirinhas, os adversários e os jogadores do próprio time. Há, porém, um torcedor, entre tantos, entre todos, que não se parece com ninguém e que apresenta uma forte, crespa e irresistível personalidade. Ponham uma barba postiça num torcedor do Botafogo, dêem-lhe óculos escuros, raspem-lhe as impressões digitais e, ainda assim, ele será inconfundível...''
Chegamos atualmente num clássico momento do Botafogo, campeões cariocas absolutos de 2013, com Seedorf se destacando, e entramos no Brasileiro sem grandes pretensões internas - a FlaPress, como sempre, já nos colocava como ''disputando o meio da tabela'' - e desde o início estamos no G4, brigando durante um bom tempo pela liderança com o Cruzeiro - na minha opinião pessoal o Botafogo perdeu o campeonato para si mesmo, não neste jogo, mas nos dois que vieram a seguir: Bahia e Ponte Preta - e agora estamos em 4o lugar, com o Goiás na cola e a Raposa como campeã virtual, e temos ainda a possibilidade do ganhador da Sul-Americana ser brasileiro, tornando o G4 em G3, e a piada interna é que não haveria nada mais com a cara do Botafogo do que terminar este campeonato em 4o lugar e o São Paulo sagrar-se campeão da Sula.
Eu prefiro pensar de outro modo. Eu tenho que pensar racionalmente que os jogadores, a comissão técnica e a diretoria terão vergonha na cara, para terminarem este campeonato num honroso segundo lugar, buscando, ano que vem, o que o Atlético fez: o título da Libertadores. Seria sofrido, como sempre, mas não importa.
Em breve jogarão Flamengo e Goiás, e tenho que torcer contra o Esmeraldino, jamais a favor do rival, que tem a tradição de abrir as pernas pros adversários em ocasiões como essa.
Faltam poucas rodadas para que 2013 seja o ano da virada no Botafogo, apagando a sina maldita de 2007 - aqui faço minhas homenagens ao Djalma Beltrami, a p#%a da Ana Paula bandeirinha, à FlaPress, CBF, STJD e FERJ por aquele ano maravilhoso. E ao Dodô, que teve ''dor de barriga'' contra o River na Argentina - e colocando nosso Glorioso onde ele merece: No topo do futebol brasileiro. O time que deu 3 taças do mundo para o país, não pode se contentar com Cariocas, não pode tratar rivais como ''co-irmãos'', não pode deixar o Engenhão ser lhe tirado e ficar em silêncio inexplicável, não pode deixar a Brahma pintar as cadeiras com vermelho e branco, aqui é PRETO E BRANCO diretoria!, não pode respeitar a imprensa rubro-negra até à alma, (A personificação desta FlaPress é o repórter de campo Erick Faria, que se emociona ao transmitir jogos da mulambada), não pode, de jeito algum, fazer o que fizeram ultimamente de jogar alguma parcela de culpa para a torcida! Um dos maiores absurdos que já vi é tornar a torcida em bode expiatório pelos fracassos e vexames de 11 jogadores extremamente bem pagos, e um treinador ainda melhor remunerado. Estes cidadãos são funcionários da torcida, o presidente idem. Quem são eles para cobrar de um torcedor alvinegro alguma coisa? Nada. Eles tem que agradecer, diariamente, por existirem alvinegros fanáticos que sustentam o Botafogo. Com a alma, a presença, o dinheiro do sócio e com os gritos da arquibancada. Que a torcida deveria ir muito mais, não há dúvidas. Mas esta cobrança se dá de forma interna pela própria torcida. Façam um favor e calem-se!
Conquistem esta vaga na Libertadores, é o que vocês são pagos para fazer. É para isso que se deu todo o apoio de todo alvinegro esse ano. É o que todos nós vamos cobrar no fim da temporada.
LIBERTADORES É OBRIGAÇÃO!
João, Antonio, Gabriel de Andrade e Fernando.
(Orelha, Créu, Fumaça e Catraca)

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